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No Dia do Trabalho, Miradas de Afeto retoma atividades em Ribeirão das Neves



Com o recuo da Onda Roxa e a flexibilização de medidas de distanciamento social, o Miradas de Afeto retoma suas atividades no sábado, 1º de maio, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. A equipe liderada pela artista plástica Anna Göbel passará o dia na Ocupação Tomás Balduino, onde 300 famílias desenvolvem projetos coletivos que ajudam na sobrevivência da comunidade.


Os moradores produzem parte de seus alimentos em três hortas comunitárias e, com a ajuda de organizações não governamentais e movimentos sociais, implantaram sistemas de coleta seletiva e saneamento ecológico. Inspirada pelas lutas e experiências da comunidade, Anna pintará o muro de uma residência e “batizará” as hortas locais com placas criadas pela artista.


A ação faz parte do Eixo Terra, segunda etapa do projeto, que tem como missão promover a visibilidade de identidades coletivas, revitalizar espaços urbanos e estimular práticas cidadãs que contribuam para a transformação das comunidades envolvidas.


Em março, o Miradas esteve no primeiro município do eixo, Simonésia, no Leste do estado. Na oportunidade, Anna coloriu a fachada dos quatro prédios que compõem a Escola Família Agrícola Margarida Alves, localizada na zona rural do município, e as dependências da sede do CSA Gaia, uma comunidade que financia a produção e o consumo de produtos agroecológicos por meio de um sistema de cotas, o que assegura o funcionamento contínuo de todas as etapas envolvidas na cadeia produtiva dos alimentos.


Nos dias 7 e 8 de maio, o projeto estará em Jaboticatubas, na Serra do Espinhaço. Os três municípios têm em comum a presença da agricultura familiar e da agricultura urbana, cujas atividades articulam uma cadeia produtiva sustentável, colaborativa e transformadora.


O trabalho desenvolvido em conjunto com as comunidades através da arte social tem como parceira a Rede de Intercâmbio de Tecnologias Alternativas (Rede), que desde 1986 contribui para a melhoria da qualidade de vida de comunidades do campo e da cidade, por meio do fortalecimento da agroecologia e da agricultura urbana.



A Rede atua em todo o ciclo de produção agrícola voltado para famílias e grupos comunitários, no desenvolvimento de hortas comunitárias e quintais produtivos em espaços urbanos, na gestão de resíduos e na segurança alimentar.


Em decorrência da Pandemia de Covid-19 todas as atividades do projeto respeitarão os protocolos sanitários estabelecidos pelas autoridades competentes.

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